SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
3º ENCONTRO DE FORMAÇÃO CICLO I
DOT-P e Coordenadores Pedagógicos
20.03.2008
Objetivos :
Analisar situações de crianças em atividade de sondagem e as intervenções do professor
Apresentar a organização de uma rotina de leitura e escrita
Discutir a organização de uma rotina
Conteúdos :
· Vídeo PROFA : A construção da escrita
· Situações didáticas que a rotina deve contemplar
1ª Atividade :
1. Leitura pelo formador :
2ª Atividade :
Retomar a tarefa : Leitura do texto: Contribuições à prática pedagógica 2
· anotar as orientações / sugestões dadas para o trabalho didático do professor em cada um dos itens
· indicar atividade e / ou ações do professor que contemplem cada uma das indicações
· destacar entre as intervenções quais mais ajudam as crianças com hipótese pré silábica
3ª Atividade :
Apresentação do vídeo: A construção da Escrita ( Módulo 1 – Programa nº 3 PROFA)
Atentar para:
a) as intervenções da entrevistadora
b) as respostas das crianças
c) os comentários da narradora
Pois são pistas importantes para a reflexão sobre como pensam as crianças no processo de aquisição da escrita e sobre porque realizar a sondagem periodicamente.
4ª Atividade:
O que é ROTINA ?
Apresentar as Situações didáticas que a rotina deve contemplar
(TOF volume 1 páginas 39 e 40)
Discutir conceitualmente os elementos presentes em cada uma das situações didáticas
5ª Atividade:
Leitura do texto “Organizar a Rotina” – Nova Escola – Edição Especial março 2009.
6ª Atividade:
Metacognição
· Sobre o que falamos hoje
· Estratégias formativas:
PRÓXIMO ENCONTRO : 26.03.2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
FORMAÇÃO CPs - EIXO 1 - 19/03/09
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
2º ENCONTRO DE FORMAÇÃO CICLO I
DOT-P e Coordenadores Pedagógicos
19.03.2008
Objetivos :
ü Orientar a realização da sondagem e discuti-la como instrumento pedagógico que orienta o planejamento e as intervenções do professor
ü Discutir hipóteses de escrita de alunos que ainda não sabem ler e escrever convencionalmente
ü Diferenciar tipos de leitura
1ª Atividade :
1. Leitura pelo formador : Onde os oceanos se encontram. In: Doze reis e a moça no labirinto do vento. Marina Colasanti. São Paulo, Global, 2003.
2ª Atividade :
Leitura compartilhada do texto “Para conhecer a nova turma” – Nova Escola, Edição Especial, Março 2009.
3ª Atividade :
Em pequenos grupos produtivos, entregar escritas de alunos:
a) analisar a hipótese na qual o aluno se encontra
b) o que cada aluno já sabe sobre a escrita (utilizar como apoio o Power point das hipóteses)
c) socialização
d) O que o CP precisa saber para orientar/ acompanhar os momentos de diagnóstico na U.E.
4ª Atividade:
Tarefa
Leitura do texto: Contribuições à prática pedagógica 2
· anotar as orientações / sugestões dadas para o trabalho didático do professor em cada um dos itens
· indicar atividade e / ou ações do professor que contemplem cada uma das indicações
· destacar entre as intervenções quais mais ajudam as crianças com hipótese pré silábica
5ª Atividade:
Metacognição
· Sobre o que falamos hoje
· Estratégias formativas:
- ativar conhecimento prévio (atividade em grupo)
- socialização (ampliar o conhecimento, verificação, circulação de informação)
- confronto com o material teórico
PRÓXIMO ENCONTRO : 20.03.2009
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
2º ENCONTRO DE FORMAÇÃO CICLO I
DOT-P e Coordenadores Pedagógicos
19.03.2008
Objetivos :
ü Orientar a realização da sondagem e discuti-la como instrumento pedagógico que orienta o planejamento e as intervenções do professor
ü Discutir hipóteses de escrita de alunos que ainda não sabem ler e escrever convencionalmente
ü Diferenciar tipos de leitura
1ª Atividade :
1. Leitura pelo formador : Onde os oceanos se encontram. In: Doze reis e a moça no labirinto do vento. Marina Colasanti. São Paulo, Global, 2003.
2ª Atividade :
Leitura compartilhada do texto “Para conhecer a nova turma” – Nova Escola, Edição Especial, Março 2009.
3ª Atividade :
Em pequenos grupos produtivos, entregar escritas de alunos:
a) analisar a hipótese na qual o aluno se encontra
b) o que cada aluno já sabe sobre a escrita (utilizar como apoio o Power point das hipóteses)
c) socialização
d) O que o CP precisa saber para orientar/ acompanhar os momentos de diagnóstico na U.E.
4ª Atividade:
Tarefa
Leitura do texto: Contribuições à prática pedagógica 2
· anotar as orientações / sugestões dadas para o trabalho didático do professor em cada um dos itens
· indicar atividade e / ou ações do professor que contemplem cada uma das indicações
· destacar entre as intervenções quais mais ajudam as crianças com hipótese pré silábica
5ª Atividade:
Metacognição
· Sobre o que falamos hoje
· Estratégias formativas:
- ativar conhecimento prévio (atividade em grupo)
- socialização (ampliar o conhecimento, verificação, circulação de informação)
- confronto com o material teórico
PRÓXIMO ENCONTRO : 20.03.2009
FORMAÇÃO CPs - EIXO 1 - 13/03/09
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
1º ENCONTRO DE FORMAÇÃO CICLO I
DOT-P e Coordenadores Pedagógicos
13.03.2008
Objetivos :
ü Discutir como e por que fazer sondagem
ü Orientar a realização da sondagem e discuti-la como instrumento pedagógico que orienta o planejamento e as intervenções do professor
ü Discutir hipóteses de escrita de alunos que ainda não sabem ler e escrever convencionalmente
1ª Atividade :
1. Leitura pelo formador : O resultado. In: O doido da garrafa. Adriana Falcão. São Paulo, Planeta, 2003.
2ª Atividade : Combinados
§ Pontualidade
§ Assiduidade
§ Conversas paralelas
§ Tarefas e leituras
§ Registro do fazer pedagógico
§ Registro reflexivo do encontro
3ª Atividade :
Análise de atividades utilizadas como sondagens em algumas escolas
ü em pequenos grupos, analisar e registrar em papel Kraft:
a) Estas atividades podem ser utilizadas como sondagem? Justifiquem.
b) É possível saber sobre as hipóteses das crianças a partir da análise destas atividades?
Se sim, como.
Se não, justifiquem.
ü Socializar os registros
Colinha:
ü Retomar os registros das análises das atividades e problematizá-las:
a) as propostas estão coerentes com a concepção de alfabetização que estamos trabalhando?
b) Na Sondagem 1 : Em que estas gravuras ajudam? E a disposição do papel? Mesmo que não fossem usadas as gravuras, seria adequado usar esta lista de nome de animais?
c) Na Sondagem 2 : Por que usar gravuras? Esta lista é adequada?
d) Na Sondagem 3 : A proposta está de acordo com a concepção de alfabetização do programa?
ü No coletivo, discutir e registrar :
- O QUE É UMA BOA PROPOSTA DE SONDAGEM ?
4ª Atividade:
Sugestão de Leitura:
§ TOF volume 1 – páginas 35 a 37
§ TOF volume 1 – páginas 46 e 47 ( orientações)
§ Texto 5 Bloco 2 - GEHCT
5ª Atividade:
Metacognição
· Sobre o que falamos hoje
· Estratégias formativas:
- ativar conhecimento prévio (atividade em grupo)
- registro durante a atividade ( individual e coletivo)
- socialização (ampliar o conhecimento, verificação)
- confronto com o material teórico
PRÓXIMO ENCONTRO : 19.03.2009
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
1º ENCONTRO DE FORMAÇÃO CICLO I
DOT-P e Coordenadores Pedagógicos
13.03.2008
Objetivos :
ü Discutir como e por que fazer sondagem
ü Orientar a realização da sondagem e discuti-la como instrumento pedagógico que orienta o planejamento e as intervenções do professor
ü Discutir hipóteses de escrita de alunos que ainda não sabem ler e escrever convencionalmente
1ª Atividade :
1. Leitura pelo formador : O resultado. In: O doido da garrafa. Adriana Falcão. São Paulo, Planeta, 2003.
2ª Atividade : Combinados
§ Pontualidade
§ Assiduidade
§ Conversas paralelas
§ Tarefas e leituras
§ Registro do fazer pedagógico
§ Registro reflexivo do encontro
3ª Atividade :
Análise de atividades utilizadas como sondagens em algumas escolas
ü em pequenos grupos, analisar e registrar em papel Kraft:
a) Estas atividades podem ser utilizadas como sondagem? Justifiquem.
b) É possível saber sobre as hipóteses das crianças a partir da análise destas atividades?
Se sim, como.
Se não, justifiquem.
ü Socializar os registros
Colinha:
ü Retomar os registros das análises das atividades e problematizá-las:
a) as propostas estão coerentes com a concepção de alfabetização que estamos trabalhando?
b) Na Sondagem 1 : Em que estas gravuras ajudam? E a disposição do papel? Mesmo que não fossem usadas as gravuras, seria adequado usar esta lista de nome de animais?
c) Na Sondagem 2 : Por que usar gravuras? Esta lista é adequada?
d) Na Sondagem 3 : A proposta está de acordo com a concepção de alfabetização do programa?
ü No coletivo, discutir e registrar :
- O QUE É UMA BOA PROPOSTA DE SONDAGEM ?
4ª Atividade:
Sugestão de Leitura:
§ TOF volume 1 – páginas 35 a 37
§ TOF volume 1 – páginas 46 e 47 ( orientações)
§ Texto 5 Bloco 2 - GEHCT
5ª Atividade:
Metacognição
· Sobre o que falamos hoje
· Estratégias formativas:
- ativar conhecimento prévio (atividade em grupo)
- registro durante a atividade ( individual e coletivo)
- socialização (ampliar o conhecimento, verificação)
- confronto com o material teórico
PRÓXIMO ENCONTRO : 19.03.2009
FORMAÇÃO DE PROFESSORES - PRODUÇÃO DE TEXTO (4)
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
4º ENCONTRO DE FORMAÇÃO
PRODUÇÃO DE TEXTO
DOT-P e Professores
28.04.2009
Objetivos:
Revisitar nas Orientações Curriculares as expectativas de aprendizagem de produção escrita para discutir como o professor pode organizar seu trabalho de maneira que os alunos desenvolvam as competências propostas;
Explicitar o tratamento didático para ensinar os procedimentos de revisão de textos.
Conteúdos:
Tratamento Didático para ensinar procedimentos de revisar textos
Materiais:
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor do 2º ano – Vol. 2
Texto: “O Contexto de Produção dos Textos” – Kátia Brakling
1ª Atividade :
Leitura pelo formador
2ª Atividade :
Retomada da Tarefa
RECOLHER A TAREFA DO 2º ENCONTRO PARA POSTERIOR DEVOLUTIVA
Retomada da tarefa do 3º Encontro
Realizar a leitura dos encaminhamentos propostos nas atividades no Guia de Planejamento do seu ano ciclo em relação ao trabalho com revisão de textos e trazer anotações sobre suas dúvidas ou aspectos que considerou relevante para que o aluno se aproprie dos procedimentos de revisão de textos.
LEVANTAMENTO DAS DÚVIDAS E/OU ASPECTOS RELEVANTES
Em todos os Guias há trabalho com Revisão. É importante que o professor perceba que a Produção e Revisão Textual fazem parte de um Projeto Didático.
Pode-se falar do Contexto de Produção
Por que PROJETO : porque é didático e comunicativo. (Délia Lerner)
A Revisão nos Guias :
Guia do 2º ano volume 1 (marrom) = Projeto Didático : Animais do Mar
- Etapa 3 : Escrever vê reescrever (pág.130)
- Atividade 3C = Revisão Coletiva : Linguagem
- Atividade 3D = revisão Coletiva : Ortografia e Separação de texto
- Atividade 3E = Revisão dos próprios textos
Guia do 2º ano volume 2 (roxo) = Projeto Didático : Quem reescreve um conto, aprende um tanto!
- Etapa 5 : Revisão dos textos escritos pelos alunos (pág. 130)
- Atividade 5A = Revisão coletiva – linguagem
- Atividade 5B = Revisão em duplas
- Atividade 5C = Revisão dos alunos com ajuda da professora
Guia do 3º ano = Projeto : Confabulando com fábulas
- Etapa 4 : Reescrita e revisão em duplas (pág. 86)
- Atividade 4C = Revisão coletiva do texto da dupla
- Atividade 4D = Revisão do texto da dupla
Guia do 3º ano = Sequência Didática de produção de cartas de leitor
- Etapa 4 : Leitura e produção de cartas de leitor (pág. 194 e 197)
- Atividade 4B = Revisando a carta produzida
- Atividade 5B = Revisando a carta produzida
Guia do 3º ano PIC = Projeto Fábulas
- Atividade 6C = Revisão da fábula “O menino que mentia” (pág. 34)
- Atividade 9C = Revisão da fábula “ O leão e o ratinho” (pág. 41)
Guia do 3º ano PIC = Sequência Didática de cartas do leitor
- Bloco 3 : Planejamento e escrita da carta para enviar às revistas (pág. 83)
- Atividade 3 = Revisão da carta
Guia do 4º ano = Projeto didático : Uma lenda, duas lendas, tantas lendas (págs. 74 e 75)
- Atividade 13 = Revisando as lendas e editorando-as
Guia do 4º ano PIC – volume 2 – Projeto Contos de Assombração
- Etapa 7 = Revisão coletiva, em etapas, dos dois contos reescritos coletivamente pelos alunos, para aprender a escrever e ao mesmo tempo revisar o gênero em estudo (pág. 70)
- Etapa 8 = Revisão em duplas de um conto reescrito coletivamente, para que os alunos percebam o que já conseguem fazer sozinhos e aprendam mais com a situação didática (pág.100)
- Etapa 10 = Revisão da reescrita em duplas, com o apoio do professor, para que aprendam a escrever e revisar o gênero em estudo (pág.103)
- Etapa 11 = Revisão, pelo professor, da reescrita feita pelas duplas – o professor deixa recados para os alunos reverem determinados pontos
- Etapa 12 = Revisão da reescrita produzida pelas duplas, feita por outra dupla (pág. 125)
- Etapa 13 = Revisão final realizada pelo professor (pág. 131)
Guia do 4º ano PIC – volume 3 – Projeto didático : Mitos e Lendas
- Etapa 8 = revisão coletiva do final produzido (pág. 113)
- Etapa 14 = Revisão pelos alunos do trabalho feito pelos colegas (pág. 186)
- Etapa 15 = Revisão pelos alunos a partir de suas sugestões em relação a aspectos discursivos, notacionais e ortográficos (pág.198)
- Etapa 16 = Revisão final da lenda produzida (pág.205)
3ª Atividade :
Revisão do texto do Matheus
Coletivamente, fazer a leitura do texto-fonte
Entregar o texto do Matheus sem os erros ortográficos
Revisar, focando os 4 primeiros parágrafos do texto
a) Discutir o contexto de produção
1º parágrafo do texto do Matheus
b) Melhora dos aspectos textuais do 1º parágrafo
c) Revisar pensando no leitor
2º e 3º parágrafo do texto do Matheus
a) Na síntese da história o menino omitiu informações. Problematizar com o professor essa decisão didática no momento da revisão.
b) É preciso discutir o uso do “aí”
4º parágrafo do texto do Matheus
Levantar com os professores as decisões didáticas para continuar a revisar.
Retomar o movimento metodológico do Guia para discussão com o professor (inicialmente se faz a proposta da revisão com o professor e posteriormente a revisão é em dupla
Antes da Reescrita :
recuperar as informações relevantes (listar os acontecimentos)
levantar, no texto-fonte, os articuladores temporais (listar)
levantar, no texto-fonte, os recursos de coesão referencial
Revisão :
aspectos textuais : ausência de informações relevantes, articuladores temporais (aí), pontuação do discurso direto
4ª Atividade :
Tarefa :
Realizar a leitura do texto da Kátia Bräkling - “ O Contexto de Produção de Textos”
Fazer o registro das suas observações
5ª Atividade :
Metacognição
a) Conteúdo do encontro
b) Dúvidas que permaneceram
PRÓXIMO ENCONTRO
.2009
ANEXO - COLA
Destacar no texto da Kátia
A escolha do texto para discussão coletiva tem de ser sempre antecedida por uma conversa tranqüila com seu autor, durante a qual o professor evidencia as qualidades do texto e, ao mesmo tempo, propõe que a produção seja objeto coletivo de análise, tanto em seus acertos como em seus problemas.
O professor deve selecionar um aspecto discursivo ou textual que seja representativo das necessidades de aprendizagem da classe. Por exemplo: uso inadequado de conectivos; paragrafação; pontuação; falta de informações ou apresentação de informações inadequadas
Planejar o trabalho de abordagem do aspecto selecionado.
Por exemplo: se for um trabalho com uso inadequado de articuladores textuais:
a) apresentar textos nos quais o articulador foi utilizado de maneira adequada, estudando a relação que estabelece entre os segmentos de texto que articula;
b) apresentar o texto em que o articulador foi utilizado de maneira inadequada, analisando os efeitos de sentido produzidos;
c) discutir qual a intenção de significação pretendida pelo autor do texto;
d) apresentar alternativas de articuladores coerentes com essas intenções, não de maneira isolada, mas em fragmentos de textos.
Depois desse trabalho realizado, devolver os textos aos alunos, para que trabalhem em duplas, revisando, juntos, os seus textos no que se refere ao aspecto discutido coletivamente. Dois alunos juntos lêem e revisam cada um dos textos, sendo que o autor de cada texto é que o reescreve.
Não é necessário revisar todo o texto, centrar apenas nos aspectos selecionados
Recolher os textos dos alunos. Reler os textos apontando, dessa vez, aspectos de acentuação, uso de maiúscula, ou outros aspectos gramaticais/textuais mais pontuais e ortográficos – que podem representar dificuldades individuais, e não coletivas. Devolver para revisão, mais uma vez, em duplas.
Solicitar a reescrita do texto – passar a limpo -, corrigindo os novos aspectos apontados.
Recolher os textos, ler novamente, avaliar e escrever comentário considerando o que foi, de fato, apropriado pelos alunos.
a) No processo de planejamento da revisão, é importante selecionar conteúdos específicos para fazer a revisão. A revisão de todos os aspectos implicados pode resultar improdutiva, dada a complexidade da articulação de diferentes aspectos. Dessa forma, é necessário selecionar aspectos que serão tratados ou em revisões futuras, ou em atividades seqüenciadas de análise lingüística.
b) Ao selecionar aspectos para revisão, é importante priorizar, inicialmente, aqueles que comprometam a legibilidade e a compreensão do texto. Deixar aspectos pontuais para serem tratados posteriormente.
c) Para tratar coletivamente, os aspectos selecionados precisam ser representativos de dificuldades do grupo de alunos, e não de dificuldades individuais. Estas – qualquer natureza que tenham —, devem ser tratadas individualmente.
d) No processo de produção mesma do texto, assim como no processo de revisão, é indispensável o acompanhamento do trabalho das duplas e também individual do aluno, realizando-se intervenções pontuais, informando o que for necessário para que a revisão aconteça da melhor maneira.
e) É importante que os alunos realizem a discussão do que será revisado em dupla, pois se houve erro anterior, é necessário que parceiros com informações diferentes interajam, pois isso cria a possibilidade de criação de uma zona proximal de desenvolvimento, a qual, certamente, amplia as possibilidades de apropriação do que foi discutido, e a aprendizagem aconteça.
f) É bom que a reescrita do texto – “passada a limpo” – seja feita pelo produtor do mesmo, pois as decisões sobre a organização do texto, escolha de palavras e elaboração das frases e períodos, precisa ser de sua responsabilidade, ainda que com comentários do parceiro. Além disso, em especial no que se refere aos alunos dos anos iniciais de escolaridade, articular os diferentes papéis enunciativos que se assume quando se produz um texto — planejador, escritor, revisor no processo, revisor final — não é tarefa fácil; dessa forma, quando se trabalha em dupla, é possível que se vivencie esses diferentes papéis em separado, inicialmente, para depois começar a articulá-los.
g) O movimento metodológico de trabalho deve prever o trabalho em três momentos de agrupamento: coletivo maior, grupo/duplas, individual.Esse movimento é o que possibilita o trabalho em colaboração, fundamental no processo de aprendizado. Além disso, os momentos de trabalho coletivo são modelizadores de procedimentos a serem utilizados, assim orientadores de reflexões sobre o objeto em discussão.
Acrescentar outros aspectos:
Revisão é um procedimento que deve ser ensinado para as crianças. É importante considerar também a possibilidade de revisar o texto por partes. Principalmente textos mais longos
Numa situação de revisão o que está em jogo são os procedimentos que o aluno vai aprendendo durante o processo .
É preciso que os alunos encontrem problemas em seus textos e busquem junto com o professor as melhores soluções.
A revisão é um processo feito em etapas: inicialmente os aspectos discursivos (ver se o texto está legível); depois os aspectos notacionais
A revisão deve levar em conta não o que falta para que aproxime dos modelos convencionais, mas as possibilidades de seu autor, como a situação de produção .
Diferenciar a situação de revisão, quer dizer deixar descansar o texto e voltar depois de um certo tempo, quando o autor tenha esquecido o que quis dizer e se encontre apenas com o que efetivamente escreveu.
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
4º ENCONTRO DE FORMAÇÃO
PRODUÇÃO DE TEXTO
DOT-P e Professores
28.04.2009
Objetivos:
Revisitar nas Orientações Curriculares as expectativas de aprendizagem de produção escrita para discutir como o professor pode organizar seu trabalho de maneira que os alunos desenvolvam as competências propostas;
Explicitar o tratamento didático para ensinar os procedimentos de revisão de textos.
Conteúdos:
Tratamento Didático para ensinar procedimentos de revisar textos
Materiais:
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor do 2º ano – Vol. 2
Texto: “O Contexto de Produção dos Textos” – Kátia Brakling
1ª Atividade :
Leitura pelo formador
2ª Atividade :
Retomada da Tarefa
RECOLHER A TAREFA DO 2º ENCONTRO PARA POSTERIOR DEVOLUTIVA
Retomada da tarefa do 3º Encontro
Realizar a leitura dos encaminhamentos propostos nas atividades no Guia de Planejamento do seu ano ciclo em relação ao trabalho com revisão de textos e trazer anotações sobre suas dúvidas ou aspectos que considerou relevante para que o aluno se aproprie dos procedimentos de revisão de textos.
LEVANTAMENTO DAS DÚVIDAS E/OU ASPECTOS RELEVANTES
Em todos os Guias há trabalho com Revisão. É importante que o professor perceba que a Produção e Revisão Textual fazem parte de um Projeto Didático.
Pode-se falar do Contexto de Produção
Por que PROJETO : porque é didático e comunicativo. (Délia Lerner)
A Revisão nos Guias :
Guia do 2º ano volume 1 (marrom) = Projeto Didático : Animais do Mar
- Etapa 3 : Escrever vê reescrever (pág.130)
- Atividade 3C = Revisão Coletiva : Linguagem
- Atividade 3D = revisão Coletiva : Ortografia e Separação de texto
- Atividade 3E = Revisão dos próprios textos
Guia do 2º ano volume 2 (roxo) = Projeto Didático : Quem reescreve um conto, aprende um tanto!
- Etapa 5 : Revisão dos textos escritos pelos alunos (pág. 130)
- Atividade 5A = Revisão coletiva – linguagem
- Atividade 5B = Revisão em duplas
- Atividade 5C = Revisão dos alunos com ajuda da professora
Guia do 3º ano = Projeto : Confabulando com fábulas
- Etapa 4 : Reescrita e revisão em duplas (pág. 86)
- Atividade 4C = Revisão coletiva do texto da dupla
- Atividade 4D = Revisão do texto da dupla
Guia do 3º ano = Sequência Didática de produção de cartas de leitor
- Etapa 4 : Leitura e produção de cartas de leitor (pág. 194 e 197)
- Atividade 4B = Revisando a carta produzida
- Atividade 5B = Revisando a carta produzida
Guia do 3º ano PIC = Projeto Fábulas
- Atividade 6C = Revisão da fábula “O menino que mentia” (pág. 34)
- Atividade 9C = Revisão da fábula “ O leão e o ratinho” (pág. 41)
Guia do 3º ano PIC = Sequência Didática de cartas do leitor
- Bloco 3 : Planejamento e escrita da carta para enviar às revistas (pág. 83)
- Atividade 3 = Revisão da carta
Guia do 4º ano = Projeto didático : Uma lenda, duas lendas, tantas lendas (págs. 74 e 75)
- Atividade 13 = Revisando as lendas e editorando-as
Guia do 4º ano PIC – volume 2 – Projeto Contos de Assombração
- Etapa 7 = Revisão coletiva, em etapas, dos dois contos reescritos coletivamente pelos alunos, para aprender a escrever e ao mesmo tempo revisar o gênero em estudo (pág. 70)
- Etapa 8 = Revisão em duplas de um conto reescrito coletivamente, para que os alunos percebam o que já conseguem fazer sozinhos e aprendam mais com a situação didática (pág.100)
- Etapa 10 = Revisão da reescrita em duplas, com o apoio do professor, para que aprendam a escrever e revisar o gênero em estudo (pág.103)
- Etapa 11 = Revisão, pelo professor, da reescrita feita pelas duplas – o professor deixa recados para os alunos reverem determinados pontos
- Etapa 12 = Revisão da reescrita produzida pelas duplas, feita por outra dupla (pág. 125)
- Etapa 13 = Revisão final realizada pelo professor (pág. 131)
Guia do 4º ano PIC – volume 3 – Projeto didático : Mitos e Lendas
- Etapa 8 = revisão coletiva do final produzido (pág. 113)
- Etapa 14 = Revisão pelos alunos do trabalho feito pelos colegas (pág. 186)
- Etapa 15 = Revisão pelos alunos a partir de suas sugestões em relação a aspectos discursivos, notacionais e ortográficos (pág.198)
- Etapa 16 = Revisão final da lenda produzida (pág.205)
3ª Atividade :
Revisão do texto do Matheus
Coletivamente, fazer a leitura do texto-fonte
Entregar o texto do Matheus sem os erros ortográficos
Revisar, focando os 4 primeiros parágrafos do texto
a) Discutir o contexto de produção
1º parágrafo do texto do Matheus
b) Melhora dos aspectos textuais do 1º parágrafo
c) Revisar pensando no leitor
2º e 3º parágrafo do texto do Matheus
a) Na síntese da história o menino omitiu informações. Problematizar com o professor essa decisão didática no momento da revisão.
b) É preciso discutir o uso do “aí”
4º parágrafo do texto do Matheus
Levantar com os professores as decisões didáticas para continuar a revisar.
Retomar o movimento metodológico do Guia para discussão com o professor (inicialmente se faz a proposta da revisão com o professor e posteriormente a revisão é em dupla
Antes da Reescrita :
recuperar as informações relevantes (listar os acontecimentos)
levantar, no texto-fonte, os articuladores temporais (listar)
levantar, no texto-fonte, os recursos de coesão referencial
Revisão :
aspectos textuais : ausência de informações relevantes, articuladores temporais (aí), pontuação do discurso direto
4ª Atividade :
Tarefa :
Realizar a leitura do texto da Kátia Bräkling - “ O Contexto de Produção de Textos”
Fazer o registro das suas observações
5ª Atividade :
Metacognição
a) Conteúdo do encontro
b) Dúvidas que permaneceram
PRÓXIMO ENCONTRO
.2009
ANEXO - COLA
Destacar no texto da Kátia
A escolha do texto para discussão coletiva tem de ser sempre antecedida por uma conversa tranqüila com seu autor, durante a qual o professor evidencia as qualidades do texto e, ao mesmo tempo, propõe que a produção seja objeto coletivo de análise, tanto em seus acertos como em seus problemas.
O professor deve selecionar um aspecto discursivo ou textual que seja representativo das necessidades de aprendizagem da classe. Por exemplo: uso inadequado de conectivos; paragrafação; pontuação; falta de informações ou apresentação de informações inadequadas
Planejar o trabalho de abordagem do aspecto selecionado.
Por exemplo: se for um trabalho com uso inadequado de articuladores textuais:
a) apresentar textos nos quais o articulador foi utilizado de maneira adequada, estudando a relação que estabelece entre os segmentos de texto que articula;
b) apresentar o texto em que o articulador foi utilizado de maneira inadequada, analisando os efeitos de sentido produzidos;
c) discutir qual a intenção de significação pretendida pelo autor do texto;
d) apresentar alternativas de articuladores coerentes com essas intenções, não de maneira isolada, mas em fragmentos de textos.
Depois desse trabalho realizado, devolver os textos aos alunos, para que trabalhem em duplas, revisando, juntos, os seus textos no que se refere ao aspecto discutido coletivamente. Dois alunos juntos lêem e revisam cada um dos textos, sendo que o autor de cada texto é que o reescreve.
Não é necessário revisar todo o texto, centrar apenas nos aspectos selecionados
Recolher os textos dos alunos. Reler os textos apontando, dessa vez, aspectos de acentuação, uso de maiúscula, ou outros aspectos gramaticais/textuais mais pontuais e ortográficos – que podem representar dificuldades individuais, e não coletivas. Devolver para revisão, mais uma vez, em duplas.
Solicitar a reescrita do texto – passar a limpo -, corrigindo os novos aspectos apontados.
Recolher os textos, ler novamente, avaliar e escrever comentário considerando o que foi, de fato, apropriado pelos alunos.
a) No processo de planejamento da revisão, é importante selecionar conteúdos específicos para fazer a revisão. A revisão de todos os aspectos implicados pode resultar improdutiva, dada a complexidade da articulação de diferentes aspectos. Dessa forma, é necessário selecionar aspectos que serão tratados ou em revisões futuras, ou em atividades seqüenciadas de análise lingüística.
b) Ao selecionar aspectos para revisão, é importante priorizar, inicialmente, aqueles que comprometam a legibilidade e a compreensão do texto. Deixar aspectos pontuais para serem tratados posteriormente.
c) Para tratar coletivamente, os aspectos selecionados precisam ser representativos de dificuldades do grupo de alunos, e não de dificuldades individuais. Estas – qualquer natureza que tenham —, devem ser tratadas individualmente.
d) No processo de produção mesma do texto, assim como no processo de revisão, é indispensável o acompanhamento do trabalho das duplas e também individual do aluno, realizando-se intervenções pontuais, informando o que for necessário para que a revisão aconteça da melhor maneira.
e) É importante que os alunos realizem a discussão do que será revisado em dupla, pois se houve erro anterior, é necessário que parceiros com informações diferentes interajam, pois isso cria a possibilidade de criação de uma zona proximal de desenvolvimento, a qual, certamente, amplia as possibilidades de apropriação do que foi discutido, e a aprendizagem aconteça.
f) É bom que a reescrita do texto – “passada a limpo” – seja feita pelo produtor do mesmo, pois as decisões sobre a organização do texto, escolha de palavras e elaboração das frases e períodos, precisa ser de sua responsabilidade, ainda que com comentários do parceiro. Além disso, em especial no que se refere aos alunos dos anos iniciais de escolaridade, articular os diferentes papéis enunciativos que se assume quando se produz um texto — planejador, escritor, revisor no processo, revisor final — não é tarefa fácil; dessa forma, quando se trabalha em dupla, é possível que se vivencie esses diferentes papéis em separado, inicialmente, para depois começar a articulá-los.
g) O movimento metodológico de trabalho deve prever o trabalho em três momentos de agrupamento: coletivo maior, grupo/duplas, individual.Esse movimento é o que possibilita o trabalho em colaboração, fundamental no processo de aprendizado. Além disso, os momentos de trabalho coletivo são modelizadores de procedimentos a serem utilizados, assim orientadores de reflexões sobre o objeto em discussão.
Acrescentar outros aspectos:
Revisão é um procedimento que deve ser ensinado para as crianças. É importante considerar também a possibilidade de revisar o texto por partes. Principalmente textos mais longos
Numa situação de revisão o que está em jogo são os procedimentos que o aluno vai aprendendo durante o processo .
É preciso que os alunos encontrem problemas em seus textos e busquem junto com o professor as melhores soluções.
A revisão é um processo feito em etapas: inicialmente os aspectos discursivos (ver se o texto está legível); depois os aspectos notacionais
A revisão deve levar em conta não o que falta para que aproxime dos modelos convencionais, mas as possibilidades de seu autor, como a situação de produção .
Diferenciar a situação de revisão, quer dizer deixar descansar o texto e voltar depois de um certo tempo, quando o autor tenha esquecido o que quis dizer e se encontre apenas com o que efetivamente escreveu.
FORMAÇÃO DE PROFESSORES - PRODUÇÃO DE TEXTOS (3)
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
3º ENCONTRO DE FORMAÇÃO
PRODUÇÃO DE TEXTO
DOT-P e Professores
22.04.2009
Objetivos:
Revisitar nas Orientações Curriculares as expectativas de aprendizagem de produção escrita para discutir como o professor pode organizar seu trabalho de maneira que os alunos desenvolvam as competências propostas;
Explicitar o tratamento didático para ensinar os procedimentos de revisão de textos.
Conteúdos:
Tratamento Didático para ensinar procedimentos de revisar textos
Materiais:
Produção de reescrita de uma criança
Texto da Kátia Lomba Bräkling - ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA REVISÃO DE TEXTO
1ª Atividade :
Leitura pelo formador : PICASSO. Viviana de Assis Viana. São Paulo. Paulinas, 1992.
2ª Atividade :
Retomada da Tarefa :
a) Ler os encaminhamentos da pág. 137 do Guia do 2º ano – volume 2 (roxo)
b) Ler os encaminhamentos das páginas 118 a 122 (atividades 2 A, 2B e 2C) – leitura e análise de um texto pelo professor
c) Realizar a atividade na sua classe fazendo o seu registro reflexivo
RECOLHER PARA POSTERIOR DEVOLUTIVA
3ª Atividade :
Análise de uma reescrita
Em pequenos grupos, realizar a análise da reescrita da Gabrielli e levantar seus conhecimentos em relação a produção de texto:
Apontar tudo que a Gabrielli já sabe sobre a produção de textos escritos e os problemas que o texto apresenta.
O TEXTO DA GABRIELLI REVELA QUE
Ela já sabe sobre a produção de textos
Problemas que seu texto apresenta
b) Socialização das discussões.
COLA
O TEXTO DA GABRIELLI REVELA QUE
Ela já sabe sobre a produção de textos
Problemas que seu texto apresenta
Organiza o texto em parágrafos, utiliza alguns recursos de pontuação, segmenta o texto em palavras e em parágrafos, usa letra maiúscula, o texto tem coerência embora não traga os organizadores textuais.
Falta informação importante: quem era esse cego? Um homem muito inteligente, que desencadeia toda a trama do texto.
Falta informação de que o caçador ia caçar todo dia. Cria buraco no texto. O aluno apresenta todos os eventos, mas não sabe como dizer.
Troca o todo dia, por às vezes o cego dizia....
Falta complementar informações importantes: quando diz que o caçador pegou uma gazela, e convidou o cego para ir junto, deixa de lado uma informação importante, que faz diferença na trama.
Usa a palavra “então”, não sabe qual organizador colocar no lugar.
Na troca dos pássaros, a criança vai imediatamente para a questão da pergunta do caçador.
Omite que o caçador ficou envergonhado e devolveu o pássaro colorido para o cego.
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE GABRIELLI
Quanto à construção textual:
· Garante as informações relevantes para contar a história, - utiliza coerência e manutenção de critérios de paragrafação, uso adequado de pontuação de fala de personagem e fala de narrador.
· Quanto aos aspectos gramaticais , praticamente não há problemas (garante o uso adequado dos tempos verbais , uso de letra maiúscula . Há alguns erros de ortografia que dão indícios de aproximação dos aspectos convencionais da escrita. Por Ex: ora escreve continuarão para marcar o passado, ora o faz corretamente continuaram.
Mas ainda não consegue fazer o uso adequado dos recursos de coesão textual utilizados no texto fonte. Toda vez que lança mão de recursos para fazer o texto caminhar utiliza o então .
Por que isso acontece, mesmo que tenha ouvido a história muitas vezes?
· Por se tratar de um recurso da linguagem que se escreve e se o aluno não teve a oportunidade de refletir sobre o uso adequado dos marcadores de tempo, no caso do texto fonte, dificilmente aprenderá sozinho .
Por ex : Então o caçador pegou uma gazela e convidou o cego. Então o caçador pegou a mão do cego e foi.
4ª Atividade :
Planejamento de Revisão
A revisão não é só para melhorar o produto final, mas, basicamente, ensinar os procedimentos de revisor.
Em pequenos grupos:
a) Planejem uma revisão para que a Gabrielli aprenda o que ela ainda não sabe sobre os aspectos textuais e ao mesmo tempo aprenda como revisar textos.
b) Realizar a leitura do texto ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA REVISÃO DE TEXTO – Kátia Bräkling e retornar ao planejamento do grupo revendo o que poderia ser modificado, ampliado ou retirado.
c) Socialização das discussões de acordo com as seguintes questões:
· O que o grupo tinha pensado inicialmente sobre revisão de texto?
· O que o texto da Kátia auxiliou para reorganizar seus conhecimentos sobre o ensino de revisão de textos?
d) Síntese do Formador. (Ver aspectos do texto da Kátia que merecem ser discutidos - anexo).
5ª Atividade :
TRABALHO PESSOAL:
Realizar a leitura dos encaminhamentos propostos nas atividades no Guia de Planejamento do seu ano ciclo em relação ao trabalho com revisão de textos e trazer anotações sobre suas dúvidas ou aspectos que considerou relevante para que o aluno se aproprie dos procedimentos de revisão de textos.
Em todos os Guias há trabalho com Revisão. É importante que o professor perceba que a Produção e Revisão Textual fazem parte de um Projeto Didático.
Pode-se falar do Contexto de Produção
Por que PROJETO : porque é didático e comunicativo. (Délia Lerner)
Guia do 2º ano (roxo) = pág. 130
Guia do 4º ano = págs. 74 e 75
6ª Atividade :
Metacognição
a) Conteúdo do encontro
b) Dúvidas que permaneceram
PRÓXIMO ENCONTRO
28.04.2009
ANEXO - COLA
Destacar no texto da Kátia
A escolha do texto para discussão coletiva tem de ser sempre antecedida por uma conversa tranqüila com seu autor, durante a qual o professor evidencia as qualidades do texto e, ao mesmo tempo, propõe que a produção seja objeto coletivo de análise, tanto em seus acertos como em seus problemas.
O professor deve selecionar um aspecto discursivo ou textual que seja representativo das necessidades de aprendizagem da classe. Por exemplo: uso inadequado de conectivos; paragrafação; pontuação; falta de informações ou apresentação de informações inadequadas
Planejar o trabalho de abordagem do aspecto selecionado.
Por exemplo: se for um trabalho com uso inadequado de articuladores textuais:
a) apresentar textos nos quais o articulador foi utilizado de maneira adequada, estudando a relação que estabelece entre os segmentos de texto que articula;
b) apresentar o texto em que o articulador foi utilizado de maneira inadequada, analisando os efeitos de sentido produzidos;
c) discutir qual a intenção de significação pretendida pelo autor do texto;
d) apresentar alternativas de articuladores coerentes com essas intenções, não de maneira isolada, mas em fragmentos de textos.
Depois desse trabalho realizado, devolver os textos aos alunos, para que trabalhem em duplas, revisando, juntos, os seus textos no que se refere ao aspecto discutido coletivamente. Dois alunos juntos lêem e revisam cada um dos textos, sendo que o autor de cada texto é que o reescreve.
Não é necessário revisar todo o texto, centrar apenas nos aspectos selecionados
Recolher os textos dos alunos. Reler os textos apontando, dessa vez, aspectos de acentuação, uso de maiúscula, ou outros aspectos gramaticais/textuais mais pontuais e ortográficos – que podem representar dificuldades individuais, e não coletivas. Devolver para revisão, mais uma vez, em duplas.
Solicitar a reescrita do texto – passar a limpo -, corrigindo os novos aspectos apontados.
Recolher os textos, ler novamente, avaliar e escrever comentário considerando o que foi, de fato, apropriado pelos alunos.
a) No processo de planejamento da revisão, é importante selecionar conteúdos específicos para fazer a revisão. A revisão de todos os aspectos implicados pode resultar improdutiva, dada a complexidade da articulação de diferentes aspectos. Dessa forma, é necessário selecionar aspectos que serão tratados ou em revisões futuras, ou em atividades seqüenciadas de análise lingüística.
b) Ao selecionar aspectos para revisão, é importante priorizar, inicialmente, aqueles que comprometam a legibilidade e a compreensão do texto. Deixar aspectos pontuais para serem tratados posteriormente.
c) Para tratar coletivamente, os aspectos selecionados precisam ser representativos de dificuldades do grupo de alunos, e não de dificuldades individuais. Estas – qualquer natureza que tenham —, devem ser tratadas individualmente.
d) No processo de produção mesma do texto, assim como no processo de revisão, é indispensável o acompanhamento do trabalho das duplas e também individual do aluno, realizando-se intervenções pontuais, informando o que for necessário para que a revisão aconteça da melhor maneira.
e) É importante que os alunos realizem a discussão do que será revisado em dupla, pois se houve erro anterior, é necessário que parceiros com informações diferentes interajam, pois isso cria a possibilidade de criação de uma zona proximal de desenvolvimento, a qual, certamente, amplia as possibilidades de apropriação do que foi discutido, e a aprendizagem aconteça.
f) É bom que a reescrita do texto – “passada a limpo” – seja feita pelo produtor do mesmo, pois as decisões sobre a organização do texto, escolha de palavras e elaboração das frases e períodos, precisa ser de sua responsabilidade, ainda que com comentários do parceiro. Além disso, em especial no que se refere aos alunos dos anos iniciais de escolaridade, articular os diferentes papéis enunciativos que se assume quando se produz um texto — planejador, escritor, revisor no processo, revisor final — não é tarefa fácil; dessa forma, quando se trabalha em dupla, é possível que se vivencie esses diferentes papéis em separado, inicialmente, para depois começar a articulá-los.
g) O movimento metodológico de trabalho deve prever o trabalho em três momentos de agrupamento: coletivo maior, grupo/duplas, individual.Esse movimento é o que possibilita o trabalho em colaboração, fundamental no processo de aprendizado. Além disso, os momentos de trabalho coletivo são modelizadores de procedimentos a serem utilizados, assim orientadores de reflexões sobre o objeto em discussão.
Acrescentar outros aspectos:
Revisão é um procedimento que deve ser ensinado para as crianças. É importante considerar também a possibilidade de revisar o texto por partes. Principalmente textos mais longos
Numa situação de revisão o que está em jogo são os procedimentos que o aluno vai aprendendo durante o processo .
É preciso que os alunos encontrem problemas em seus textos e busquem junto com o professor as melhores soluções.
A revisão é um processo feito em etapas: inicialmente os aspectos discursivos (ver se o texto está legível); depois os aspectos notacionais
A revisão deve levar em conta não o que falta para que aproxime dos modelos convencionais, mas as possibilidades de seu autor, como a situação de produção .
Diferenciar a situação de revisão, quer dizer deixar descansar o texto e voltar depois de um certo tempo, quando o autor tenha esquecido o que quis dizer e se encontre apenas com o que efetivamente escreveu.
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
3º ENCONTRO DE FORMAÇÃO
PRODUÇÃO DE TEXTO
DOT-P e Professores
22.04.2009
Objetivos:
Revisitar nas Orientações Curriculares as expectativas de aprendizagem de produção escrita para discutir como o professor pode organizar seu trabalho de maneira que os alunos desenvolvam as competências propostas;
Explicitar o tratamento didático para ensinar os procedimentos de revisão de textos.
Conteúdos:
Tratamento Didático para ensinar procedimentos de revisar textos
Materiais:
Produção de reescrita de uma criança
Texto da Kátia Lomba Bräkling - ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA REVISÃO DE TEXTO
1ª Atividade :
Leitura pelo formador : PICASSO. Viviana de Assis Viana. São Paulo. Paulinas, 1992.
2ª Atividade :
Retomada da Tarefa :
a) Ler os encaminhamentos da pág. 137 do Guia do 2º ano – volume 2 (roxo)
b) Ler os encaminhamentos das páginas 118 a 122 (atividades 2 A, 2B e 2C) – leitura e análise de um texto pelo professor
c) Realizar a atividade na sua classe fazendo o seu registro reflexivo
RECOLHER PARA POSTERIOR DEVOLUTIVA
3ª Atividade :
Análise de uma reescrita
Em pequenos grupos, realizar a análise da reescrita da Gabrielli e levantar seus conhecimentos em relação a produção de texto:
Apontar tudo que a Gabrielli já sabe sobre a produção de textos escritos e os problemas que o texto apresenta.
O TEXTO DA GABRIELLI REVELA QUE
Ela já sabe sobre a produção de textos
Problemas que seu texto apresenta
b) Socialização das discussões.
COLA
O TEXTO DA GABRIELLI REVELA QUE
Ela já sabe sobre a produção de textos
Problemas que seu texto apresenta
Organiza o texto em parágrafos, utiliza alguns recursos de pontuação, segmenta o texto em palavras e em parágrafos, usa letra maiúscula, o texto tem coerência embora não traga os organizadores textuais.
Falta informação importante: quem era esse cego? Um homem muito inteligente, que desencadeia toda a trama do texto.
Falta informação de que o caçador ia caçar todo dia. Cria buraco no texto. O aluno apresenta todos os eventos, mas não sabe como dizer.
Troca o todo dia, por às vezes o cego dizia....
Falta complementar informações importantes: quando diz que o caçador pegou uma gazela, e convidou o cego para ir junto, deixa de lado uma informação importante, que faz diferença na trama.
Usa a palavra “então”, não sabe qual organizador colocar no lugar.
Na troca dos pássaros, a criança vai imediatamente para a questão da pergunta do caçador.
Omite que o caçador ficou envergonhado e devolveu o pássaro colorido para o cego.
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE GABRIELLI
Quanto à construção textual:
· Garante as informações relevantes para contar a história, - utiliza coerência e manutenção de critérios de paragrafação, uso adequado de pontuação de fala de personagem e fala de narrador.
· Quanto aos aspectos gramaticais , praticamente não há problemas (garante o uso adequado dos tempos verbais , uso de letra maiúscula . Há alguns erros de ortografia que dão indícios de aproximação dos aspectos convencionais da escrita. Por Ex: ora escreve continuarão para marcar o passado, ora o faz corretamente continuaram.
Mas ainda não consegue fazer o uso adequado dos recursos de coesão textual utilizados no texto fonte. Toda vez que lança mão de recursos para fazer o texto caminhar utiliza o então .
Por que isso acontece, mesmo que tenha ouvido a história muitas vezes?
· Por se tratar de um recurso da linguagem que se escreve e se o aluno não teve a oportunidade de refletir sobre o uso adequado dos marcadores de tempo, no caso do texto fonte, dificilmente aprenderá sozinho .
Por ex : Então o caçador pegou uma gazela e convidou o cego. Então o caçador pegou a mão do cego e foi.
4ª Atividade :
Planejamento de Revisão
A revisão não é só para melhorar o produto final, mas, basicamente, ensinar os procedimentos de revisor.
Em pequenos grupos:
a) Planejem uma revisão para que a Gabrielli aprenda o que ela ainda não sabe sobre os aspectos textuais e ao mesmo tempo aprenda como revisar textos.
b) Realizar a leitura do texto ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA REVISÃO DE TEXTO – Kátia Bräkling e retornar ao planejamento do grupo revendo o que poderia ser modificado, ampliado ou retirado.
c) Socialização das discussões de acordo com as seguintes questões:
· O que o grupo tinha pensado inicialmente sobre revisão de texto?
· O que o texto da Kátia auxiliou para reorganizar seus conhecimentos sobre o ensino de revisão de textos?
d) Síntese do Formador. (Ver aspectos do texto da Kátia que merecem ser discutidos - anexo).
5ª Atividade :
TRABALHO PESSOAL:
Realizar a leitura dos encaminhamentos propostos nas atividades no Guia de Planejamento do seu ano ciclo em relação ao trabalho com revisão de textos e trazer anotações sobre suas dúvidas ou aspectos que considerou relevante para que o aluno se aproprie dos procedimentos de revisão de textos.
Em todos os Guias há trabalho com Revisão. É importante que o professor perceba que a Produção e Revisão Textual fazem parte de um Projeto Didático.
Pode-se falar do Contexto de Produção
Por que PROJETO : porque é didático e comunicativo. (Délia Lerner)
Guia do 2º ano (roxo) = pág. 130
Guia do 4º ano = págs. 74 e 75
6ª Atividade :
Metacognição
a) Conteúdo do encontro
b) Dúvidas que permaneceram
PRÓXIMO ENCONTRO
28.04.2009
ANEXO - COLA
Destacar no texto da Kátia
A escolha do texto para discussão coletiva tem de ser sempre antecedida por uma conversa tranqüila com seu autor, durante a qual o professor evidencia as qualidades do texto e, ao mesmo tempo, propõe que a produção seja objeto coletivo de análise, tanto em seus acertos como em seus problemas.
O professor deve selecionar um aspecto discursivo ou textual que seja representativo das necessidades de aprendizagem da classe. Por exemplo: uso inadequado de conectivos; paragrafação; pontuação; falta de informações ou apresentação de informações inadequadas
Planejar o trabalho de abordagem do aspecto selecionado.
Por exemplo: se for um trabalho com uso inadequado de articuladores textuais:
a) apresentar textos nos quais o articulador foi utilizado de maneira adequada, estudando a relação que estabelece entre os segmentos de texto que articula;
b) apresentar o texto em que o articulador foi utilizado de maneira inadequada, analisando os efeitos de sentido produzidos;
c) discutir qual a intenção de significação pretendida pelo autor do texto;
d) apresentar alternativas de articuladores coerentes com essas intenções, não de maneira isolada, mas em fragmentos de textos.
Depois desse trabalho realizado, devolver os textos aos alunos, para que trabalhem em duplas, revisando, juntos, os seus textos no que se refere ao aspecto discutido coletivamente. Dois alunos juntos lêem e revisam cada um dos textos, sendo que o autor de cada texto é que o reescreve.
Não é necessário revisar todo o texto, centrar apenas nos aspectos selecionados
Recolher os textos dos alunos. Reler os textos apontando, dessa vez, aspectos de acentuação, uso de maiúscula, ou outros aspectos gramaticais/textuais mais pontuais e ortográficos – que podem representar dificuldades individuais, e não coletivas. Devolver para revisão, mais uma vez, em duplas.
Solicitar a reescrita do texto – passar a limpo -, corrigindo os novos aspectos apontados.
Recolher os textos, ler novamente, avaliar e escrever comentário considerando o que foi, de fato, apropriado pelos alunos.
a) No processo de planejamento da revisão, é importante selecionar conteúdos específicos para fazer a revisão. A revisão de todos os aspectos implicados pode resultar improdutiva, dada a complexidade da articulação de diferentes aspectos. Dessa forma, é necessário selecionar aspectos que serão tratados ou em revisões futuras, ou em atividades seqüenciadas de análise lingüística.
b) Ao selecionar aspectos para revisão, é importante priorizar, inicialmente, aqueles que comprometam a legibilidade e a compreensão do texto. Deixar aspectos pontuais para serem tratados posteriormente.
c) Para tratar coletivamente, os aspectos selecionados precisam ser representativos de dificuldades do grupo de alunos, e não de dificuldades individuais. Estas – qualquer natureza que tenham —, devem ser tratadas individualmente.
d) No processo de produção mesma do texto, assim como no processo de revisão, é indispensável o acompanhamento do trabalho das duplas e também individual do aluno, realizando-se intervenções pontuais, informando o que for necessário para que a revisão aconteça da melhor maneira.
e) É importante que os alunos realizem a discussão do que será revisado em dupla, pois se houve erro anterior, é necessário que parceiros com informações diferentes interajam, pois isso cria a possibilidade de criação de uma zona proximal de desenvolvimento, a qual, certamente, amplia as possibilidades de apropriação do que foi discutido, e a aprendizagem aconteça.
f) É bom que a reescrita do texto – “passada a limpo” – seja feita pelo produtor do mesmo, pois as decisões sobre a organização do texto, escolha de palavras e elaboração das frases e períodos, precisa ser de sua responsabilidade, ainda que com comentários do parceiro. Além disso, em especial no que se refere aos alunos dos anos iniciais de escolaridade, articular os diferentes papéis enunciativos que se assume quando se produz um texto — planejador, escritor, revisor no processo, revisor final — não é tarefa fácil; dessa forma, quando se trabalha em dupla, é possível que se vivencie esses diferentes papéis em separado, inicialmente, para depois começar a articulá-los.
g) O movimento metodológico de trabalho deve prever o trabalho em três momentos de agrupamento: coletivo maior, grupo/duplas, individual.Esse movimento é o que possibilita o trabalho em colaboração, fundamental no processo de aprendizado. Além disso, os momentos de trabalho coletivo são modelizadores de procedimentos a serem utilizados, assim orientadores de reflexões sobre o objeto em discussão.
Acrescentar outros aspectos:
Revisão é um procedimento que deve ser ensinado para as crianças. É importante considerar também a possibilidade de revisar o texto por partes. Principalmente textos mais longos
Numa situação de revisão o que está em jogo são os procedimentos que o aluno vai aprendendo durante o processo .
É preciso que os alunos encontrem problemas em seus textos e busquem junto com o professor as melhores soluções.
A revisão é um processo feito em etapas: inicialmente os aspectos discursivos (ver se o texto está legível); depois os aspectos notacionais
A revisão deve levar em conta não o que falta para que aproxime dos modelos convencionais, mas as possibilidades de seu autor, como a situação de produção .
Diferenciar a situação de revisão, quer dizer deixar descansar o texto e voltar depois de um certo tempo, quando o autor tenha esquecido o que quis dizer e se encontre apenas com o que efetivamente escreveu.
FORMAÇÃO DE PROFESSORES - PRODUÇÃO DE TEXTO (2)
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
2º ENCONTRO DE FORMAÇÃO
PRODUÇÃO DE TEXTO
DOT-P e Professores
30.03.2009
Objetivos:
Discutir com os professores critérios para escolha de bons textos que sejam bons modelos para que os alunos se apropriem da linguagem que se escreve
Revisitar as expectativas de aprendizagem – Produção escrita – constantes nas Orientações Curriculares Proposição de Expectativas de Aprendizagem
Compreender as condições didáticas que o professor deve oferecer aos alunos para reescrita
Explicitar os procedimentos didáticos que são necessários para garantir que os alunos produzam bons textos
Conteúdos:
Aprendizagem da linguagem que se escreve
Expectativas de aprendizagem
Tratamento didático para ensinar procedimentos de escritor
1ª Atividade :
Leitura pelo formador :
2ª Atividade :
Retomada da análise dos três textos
a) Após a seleção, justificar os critérios de escolha
b) Socialização das discussões
c)
COLA: A idéia é que fique cada vez mais claro para os professores que o critério não pode ser o tamanho do texto, mas os recursos linguísticos que o texto apresenta. Estes recursos não são adjetivos, são expressões usadas pelos autores que dão qualidade a linguagem escrita.
Lembrar que a reescrita deve ser feita a partir de textos literários. Com outros gêneros, a produção do aluno é de autoria, embora o professor deva oferecer uma referência para a escrita.
Texto: O FAZENDEIRO, SEU FILHO E O BURRO
Aspectos textuais:
Do ponto de vista estético, esse texto não é um bom modelo. Não apresenta marcas textuais, que possa ser referência para os alunos refletirem sobre os recursos lingüísticos utilizados pelos autores para obter um texto bem escrito.
É um texto bem próximo da fluência oral, a narrativa vai sendo tecida pela sequenciação progressiva dos episódios a partir da ação dos personagens que vai gerando uma reação. Assim os diálogos são construídos marcando a fluência do texto até chegar à reação do burro.
Esse texto não é bom para o propósito que se quer ensinar aos alunos (não quer dizer que este não seja um bom texto)
Texto: O CEGO E O CAÇADOR
Aspectos textuais
- O texto apresenta organizadores textuais que marcam o tempo. É interessante observar o papel deles na narrativa.
- O articulador textual que marca o inicio da história “Era uma vez” desencadeia outros marcadores textuais que vão tecendo texto e garantido a marcação dos episódios: Um dia, uma tarde, de repente, na manhã seguinte, dias, semanas e meses se passavam...
- Os verbos não indicam só ação mas também são responsáveis pela progressão temática :
O uso reiterado de “Continuaram o seu caminho” ; “andaram por mais quatro horas” ; “Andaram, andaram”
São recursos que mantém o leitor ou o ouvinte de uns textos atentos a historia.
- Além desses recursos, o uso da sinestesia “é que eu enxergo com os ouvidos” – um jogo interessante de significante e significado – que favorece a construção da imagem mental do leitor.
- O comentário do narrador “ele disse” entreposto à fala do personagem é um recurso estilístico, próprio da linguagem da escrita
- recursos de pontuação no discurso direto (formas de introduzir o narrador: no início, no meio e no fim da frase)
Quando as crianças demonstram isso na produção, evidencia seu contato com o texto.
“– Sente-se ali - ele disse - cada um de nós apanhou um pássaro “
- Descrição de cenário / imagem = conseguida com a linguagem que favorece a construção da imagem mental
- a caracterização dos personagens é importante para o desenrolar da narrativa (dizer que o homem era inteligente, inicialmente, faz toda a diferença no desenrolar da narrativa
- a linguagem está mais distante da coloquial
O cego e o caçador
África Ocidental
Hugh Lupton
Do livro Histórias de Sabedoria e Encantamento
Era uma vez um homem cego que morava numa palhoça, com sua irmã, numa aldeia na orla da Floresta.
Esse homem era muito inteligente. Apesar de seus olhos não enxergarem nada, ele parecia saber mais sobre o mundo do que as pessoas cujos olhos viam tudo. Costumava sentar-se à porta de sua palhoça e conversar com quem passava. Quando alguém tinha problemas, perguntava-lhe o que fazer e ele sempre dava um bom conselho.
Quando alguém queria saber alguma coisa, ele dizia, e suas respostas eram sempre corretas.
As pessoas balançavam a cabeça, admiradas:
- Como é que você consegue saber tanta coisa, sem enxergar?
E o cego sorria, dizendo:
- É que eu enxergo com os ouvidos.
Bem, um dia a irmã do cego se apaixonou. Ela se apaixonou por um caçador de outra aldeia. E logo o caçador se casou com a irmã do cego.
Depois da festa de casamento, o caçador foi morar na palhoça, com a esposa. Mas o caçador não tinha paciência com o irmão da mulher, não Tinha nenhuma paciência com o cego.
- Para que serve um homem cego? - ele dizia.
E a mulher respondia:
- Ora, marido, ele sabe mais coisas do mundo do que as pessoas que enxergam.
O caçador ria:
- Ha, ha, ha, o que pode saber um cego, que vive na escuridão? Ha, ha, ha...
Todos os dias, o caçador ia para a floresta com seus alçapões, lanças e flechas. E todas as tardes, quando o caçador voltava à aldeia, o cego dizia:
- Por favor, amanhã deixe-me ir com você caçar na floresta.
Mas o caçador balançava a cabeça:
- Para que serve um homem cego?
Dias, semanas e meses se passavam, e todas as tardes o homem cego pedia:
- Por favor, amanhã deixe-me caçar também. E todas as tardes o caçador dizia que não.
Uma tarde, porém, o caçador chegou de bom humor. Tinha trazido para casa uma bela caça, uma gazela bem gorda. Sua mulher temperou e assou a carne e, quando eles acabaram de comer, o caçador disse ao homem cego:
- Pois bem, amanhã você vai caçar comigo.
Assim, na manhã seguinte os dois foram juntos para a floresta, o caçador carregando seus alçapões, lanças e flechas, e conduzindo o cego pela mão, por entre as árvores. Andaram horas e horas.
Então, de repente, o cego parou e puxou a mão do caçador:
- Psss, um leão!
O caçador olhou ao redor e não viu nada.
- É um leão, sim, mas está tudo bem. Ele não está faminto e está dormindo profundamente. Não vai nos fazer mal.
Continuaram seu caminho e, de fato, encontraram um leão dormindo a sono solto, debaixo de uma árvore.
Depois que passaram pelo animal, o caçador perguntou:
- Como você sabia do leão?
- É que eu enxergo com os ouvidos.
Andaram por mais quatro horas, e então o cego puxou de novo a mão do caçador:
- Psss, um elefante!
O caçador olhou ao redor e não viu nada.
- É um elefante, sim, mas tudo bem. Ele está dentro de uma poça d'água e não vai nos fazer mal.
Continuaram seu caminho e, de fato, encontraram um elefante imenso, chapinhando numa poça d'água, esguichando lama nas próprias costas.
Depois que passaram pelo animal, o caçador perguntou:
- Como você sabia do elefante?
- É que eu enxergo com os ouvidos.
Continuaram seu caminho, se aprofundando cada vez mais na floresta, até chegarem a uma clareira. O caçador disse:
- Vamos deixar nossos alçapões aqui.
O caçador armou um alçapão e ensinou o cego a armar o outro. Quando os dois alçapões estavam armados, o caçador disse:
- Amanhã vamos voltar para ver o que pegamos.
E os dois voltaram juntos para a aldeia.
Na manhã seguinte, acordaram cedo. Mais uma vez, foram andando pela floresta. O caçador se ofereceu para segurar a mão do cego, mas o cego disse:
- Não, agora já conheço o caminho.
Dessa vez, o homem cego foi andando na frente. Não tropeçou em nenhuma raiz nem toco de árvore. Não errou o caminho nem uma vez.
Andaram, andaram, até chegarem à clareira em que tinham armado os alçapões.
De longe, o caçador viu que havia um pássaro preso em cada alçapão.
De longe, viu que o pássaro preso em seu alçapão era pequeno e cinzento e que o pássaro preso no alçapão do cego era lindo, com penas verdes, vermelhas e douradas.
- Sente-se ali - ele disse. - Cada um de nós apanhou um pássaro. Vou tirá-los dos alçapões.
O cego sentou-se e o caçador foi até os alçapões, pensando:
- Um homem que não enxerga nunca vai perceber a diferença.
E o que foi que ele fez? Deu ao cego o pequeno pássaro cinzento e ficou com o lindo pássaro de penas verdes, vermelhas e douradas.
O cego pegou o pássaro cinzento nas mãos, levantou-se e os dois rumaram de volta para casa.
Andaram, andaram, e a certa altura o caçador disse:
- Já que você é tão inteligente e enxerga com os ouvidos, responda uma coisa: por que há tanta desavença, ódio e guerra neste mundo?
O cego respondeu:
- Porque este mundo está cheio de gente como você, que pega o que não é seu.
O caçador se encheu de vergonha. Pegou o pássaro cinzento da mão do cego e deu-lhe o pássaro lindo, de penas verdes, vermelhas e douradas.
- Desculpe - ele disse.
Os dois continuaram andando, e a certa altura o caçador disse:
- Já que você é tão inteligente e enxerga com os ouvidos, responda uma coisa: por que há tanto amor, bondade e conciliação neste mundo?
O cego respondeu:
- Porque este mundo está cheio de gente como você, que aprende com seus próprios erros.
Os dois continuaram andando, até chegarem à aldeia.
E, a partir daquele dia, quando alguém perguntava ao cego:
- Como é que você consegue saber tanta coisa, sem enxergar?, era o caçador que respondia:
- É que ele enxerga com os ouvidos... e ouve com o coração.
História contada por Duncan Williamson, escocês, grande coletor de histórias, baladas e ditos de viajantes. Por sua vez, ele a ouviu de um cego da África Ocidental, em Birmingham.
8ª Atividade :
Tarefa :
a) Ler os encaminhamentos da pág. 137 do Guia do 2º ano – volume 2 (roxo)
b) Ler os encaminhamentos das páginas 118 a 122 (atividades 2ª, 2B e 2C) – leitura e análise de um texto pelo professor
c) Realizar a atividade na sua classe fazendo o seu registro reflexivo
Metacognição
a) Conteúdo do encontro
b) Dúvidas que permaneceram
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
2º ENCONTRO DE FORMAÇÃO
PRODUÇÃO DE TEXTO
DOT-P e Professores
30.03.2009
Objetivos:
Discutir com os professores critérios para escolha de bons textos que sejam bons modelos para que os alunos se apropriem da linguagem que se escreve
Revisitar as expectativas de aprendizagem – Produção escrita – constantes nas Orientações Curriculares Proposição de Expectativas de Aprendizagem
Compreender as condições didáticas que o professor deve oferecer aos alunos para reescrita
Explicitar os procedimentos didáticos que são necessários para garantir que os alunos produzam bons textos
Conteúdos:
Aprendizagem da linguagem que se escreve
Expectativas de aprendizagem
Tratamento didático para ensinar procedimentos de escritor
1ª Atividade :
Leitura pelo formador :
2ª Atividade :
Retomada da análise dos três textos
a) Após a seleção, justificar os critérios de escolha
b) Socialização das discussões
c)
COLA: A idéia é que fique cada vez mais claro para os professores que o critério não pode ser o tamanho do texto, mas os recursos linguísticos que o texto apresenta. Estes recursos não são adjetivos, são expressões usadas pelos autores que dão qualidade a linguagem escrita.
Lembrar que a reescrita deve ser feita a partir de textos literários. Com outros gêneros, a produção do aluno é de autoria, embora o professor deva oferecer uma referência para a escrita.
Texto: O FAZENDEIRO, SEU FILHO E O BURRO
Aspectos textuais:
Do ponto de vista estético, esse texto não é um bom modelo. Não apresenta marcas textuais, que possa ser referência para os alunos refletirem sobre os recursos lingüísticos utilizados pelos autores para obter um texto bem escrito.
É um texto bem próximo da fluência oral, a narrativa vai sendo tecida pela sequenciação progressiva dos episódios a partir da ação dos personagens que vai gerando uma reação. Assim os diálogos são construídos marcando a fluência do texto até chegar à reação do burro.
Esse texto não é bom para o propósito que se quer ensinar aos alunos (não quer dizer que este não seja um bom texto)
Texto: O CEGO E O CAÇADOR
Aspectos textuais
- O texto apresenta organizadores textuais que marcam o tempo. É interessante observar o papel deles na narrativa.
- O articulador textual que marca o inicio da história “Era uma vez” desencadeia outros marcadores textuais que vão tecendo texto e garantido a marcação dos episódios: Um dia, uma tarde, de repente, na manhã seguinte, dias, semanas e meses se passavam...
- Os verbos não indicam só ação mas também são responsáveis pela progressão temática :
O uso reiterado de “Continuaram o seu caminho” ; “andaram por mais quatro horas” ; “Andaram, andaram”
São recursos que mantém o leitor ou o ouvinte de uns textos atentos a historia.
- Além desses recursos, o uso da sinestesia “é que eu enxergo com os ouvidos” – um jogo interessante de significante e significado – que favorece a construção da imagem mental do leitor.
- O comentário do narrador “ele disse” entreposto à fala do personagem é um recurso estilístico, próprio da linguagem da escrita
- recursos de pontuação no discurso direto (formas de introduzir o narrador: no início, no meio e no fim da frase)
Quando as crianças demonstram isso na produção, evidencia seu contato com o texto.
“– Sente-se ali - ele disse - cada um de nós apanhou um pássaro “
- Descrição de cenário / imagem = conseguida com a linguagem que favorece a construção da imagem mental
- a caracterização dos personagens é importante para o desenrolar da narrativa (dizer que o homem era inteligente, inicialmente, faz toda a diferença no desenrolar da narrativa
- a linguagem está mais distante da coloquial
O cego e o caçador
África Ocidental
Hugh Lupton
Do livro Histórias de Sabedoria e Encantamento
Era uma vez um homem cego que morava numa palhoça, com sua irmã, numa aldeia na orla da Floresta.
Esse homem era muito inteligente. Apesar de seus olhos não enxergarem nada, ele parecia saber mais sobre o mundo do que as pessoas cujos olhos viam tudo. Costumava sentar-se à porta de sua palhoça e conversar com quem passava. Quando alguém tinha problemas, perguntava-lhe o que fazer e ele sempre dava um bom conselho.
Quando alguém queria saber alguma coisa, ele dizia, e suas respostas eram sempre corretas.
As pessoas balançavam a cabeça, admiradas:
- Como é que você consegue saber tanta coisa, sem enxergar?
E o cego sorria, dizendo:
- É que eu enxergo com os ouvidos.
Bem, um dia a irmã do cego se apaixonou. Ela se apaixonou por um caçador de outra aldeia. E logo o caçador se casou com a irmã do cego.
Depois da festa de casamento, o caçador foi morar na palhoça, com a esposa. Mas o caçador não tinha paciência com o irmão da mulher, não Tinha nenhuma paciência com o cego.
- Para que serve um homem cego? - ele dizia.
E a mulher respondia:
- Ora, marido, ele sabe mais coisas do mundo do que as pessoas que enxergam.
O caçador ria:
- Ha, ha, ha, o que pode saber um cego, que vive na escuridão? Ha, ha, ha...
Todos os dias, o caçador ia para a floresta com seus alçapões, lanças e flechas. E todas as tardes, quando o caçador voltava à aldeia, o cego dizia:
- Por favor, amanhã deixe-me ir com você caçar na floresta.
Mas o caçador balançava a cabeça:
- Para que serve um homem cego?
Dias, semanas e meses se passavam, e todas as tardes o homem cego pedia:
- Por favor, amanhã deixe-me caçar também. E todas as tardes o caçador dizia que não.
Uma tarde, porém, o caçador chegou de bom humor. Tinha trazido para casa uma bela caça, uma gazela bem gorda. Sua mulher temperou e assou a carne e, quando eles acabaram de comer, o caçador disse ao homem cego:
- Pois bem, amanhã você vai caçar comigo.
Assim, na manhã seguinte os dois foram juntos para a floresta, o caçador carregando seus alçapões, lanças e flechas, e conduzindo o cego pela mão, por entre as árvores. Andaram horas e horas.
Então, de repente, o cego parou e puxou a mão do caçador:
- Psss, um leão!
O caçador olhou ao redor e não viu nada.
- É um leão, sim, mas está tudo bem. Ele não está faminto e está dormindo profundamente. Não vai nos fazer mal.
Continuaram seu caminho e, de fato, encontraram um leão dormindo a sono solto, debaixo de uma árvore.
Depois que passaram pelo animal, o caçador perguntou:
- Como você sabia do leão?
- É que eu enxergo com os ouvidos.
Andaram por mais quatro horas, e então o cego puxou de novo a mão do caçador:
- Psss, um elefante!
O caçador olhou ao redor e não viu nada.
- É um elefante, sim, mas tudo bem. Ele está dentro de uma poça d'água e não vai nos fazer mal.
Continuaram seu caminho e, de fato, encontraram um elefante imenso, chapinhando numa poça d'água, esguichando lama nas próprias costas.
Depois que passaram pelo animal, o caçador perguntou:
- Como você sabia do elefante?
- É que eu enxergo com os ouvidos.
Continuaram seu caminho, se aprofundando cada vez mais na floresta, até chegarem a uma clareira. O caçador disse:
- Vamos deixar nossos alçapões aqui.
O caçador armou um alçapão e ensinou o cego a armar o outro. Quando os dois alçapões estavam armados, o caçador disse:
- Amanhã vamos voltar para ver o que pegamos.
E os dois voltaram juntos para a aldeia.
Na manhã seguinte, acordaram cedo. Mais uma vez, foram andando pela floresta. O caçador se ofereceu para segurar a mão do cego, mas o cego disse:
- Não, agora já conheço o caminho.
Dessa vez, o homem cego foi andando na frente. Não tropeçou em nenhuma raiz nem toco de árvore. Não errou o caminho nem uma vez.
Andaram, andaram, até chegarem à clareira em que tinham armado os alçapões.
De longe, o caçador viu que havia um pássaro preso em cada alçapão.
De longe, viu que o pássaro preso em seu alçapão era pequeno e cinzento e que o pássaro preso no alçapão do cego era lindo, com penas verdes, vermelhas e douradas.
- Sente-se ali - ele disse. - Cada um de nós apanhou um pássaro. Vou tirá-los dos alçapões.
O cego sentou-se e o caçador foi até os alçapões, pensando:
- Um homem que não enxerga nunca vai perceber a diferença.
E o que foi que ele fez? Deu ao cego o pequeno pássaro cinzento e ficou com o lindo pássaro de penas verdes, vermelhas e douradas.
O cego pegou o pássaro cinzento nas mãos, levantou-se e os dois rumaram de volta para casa.
Andaram, andaram, e a certa altura o caçador disse:
- Já que você é tão inteligente e enxerga com os ouvidos, responda uma coisa: por que há tanta desavença, ódio e guerra neste mundo?
O cego respondeu:
- Porque este mundo está cheio de gente como você, que pega o que não é seu.
O caçador se encheu de vergonha. Pegou o pássaro cinzento da mão do cego e deu-lhe o pássaro lindo, de penas verdes, vermelhas e douradas.
- Desculpe - ele disse.
Os dois continuaram andando, e a certa altura o caçador disse:
- Já que você é tão inteligente e enxerga com os ouvidos, responda uma coisa: por que há tanto amor, bondade e conciliação neste mundo?
O cego respondeu:
- Porque este mundo está cheio de gente como você, que aprende com seus próprios erros.
Os dois continuaram andando, até chegarem à aldeia.
E, a partir daquele dia, quando alguém perguntava ao cego:
- Como é que você consegue saber tanta coisa, sem enxergar?, era o caçador que respondia:
- É que ele enxerga com os ouvidos... e ouve com o coração.
História contada por Duncan Williamson, escocês, grande coletor de histórias, baladas e ditos de viajantes. Por sua vez, ele a ouviu de um cego da África Ocidental, em Birmingham.
8ª Atividade :
Tarefa :
a) Ler os encaminhamentos da pág. 137 do Guia do 2º ano – volume 2 (roxo)
b) Ler os encaminhamentos das páginas 118 a 122 (atividades 2ª, 2B e 2C) – leitura e análise de um texto pelo professor
c) Realizar a atividade na sua classe fazendo o seu registro reflexivo
Metacognição
a) Conteúdo do encontro
b) Dúvidas que permaneceram
FORMAÇÃO PROFESSORES PRODUÇÃO DE TEXTO (1)
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
1º ENCONTRO DE FORMAÇÃO
PRODUÇÃO DE TEXTO
DOT-P e Professores
16.03.2009
Objetivos:
Apresentar a proposta de formação da SME - DOT P para 2009
Discutir com os professores critérios para escolha de bons textos que sejam bons modelos para que os alunos se apropriem da linguagem que se escreve
Retomar as expectativas de aprendizagem – Produção escrita – constantes nas Orientações Curriculares Proposição de Expectativas de Aprendizagem
Conteúdos:
Aprendizagem da linguagem que se escreve
Expectativas de aprendizagem
1ª Atividade :
Leitura pelo formador : Invenção da laranja. Fernando Sabino. In: As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro. Objetiva.2007.
2ª Atividade :
a) Apresentação dos formadores e dos participantes
b) Combinados
· Pontualidade
· Assiduidade
· Entrega de tarefas
· Registro dos encontros
· Registro do acompanhamento do trabalho
3ª Atividade :
Levantamento da demanda formativa
Responder, individualmente, a questão :
Que questões você tem sobre as práticas de produção de texto e que gostaria de ver respondidas nesta formação?
Socialização e categorização das questões
4ª Atividade :
a) Proposta de formação:
Módulo de 7 encontros de 3 horas = 21 horas
b) Conteúdos de formação propostos pela SME :
1 – Aprendizagem da linguagem que se escreve
2 – Os procedimentos de escrita e revisão de textos
3 – As intervenções do professor durante as situações de produção e revisão de textos
4 – Análise das propostas didáticas que envolvem a aprendizagem da pontuação.
5 – A natureza da ortografia e as possibilidades de intervenção do professor durante a aprendizagem da norma ortográfica
METODOLOGIA:
A metodologia utilizada visa favorecer a permanente reflexão sobre as práticas de leitura e escrita e a qualidade das situações didáticas que são oferecidas aos alunos. Neste sentido são priorizadas as seguintes estratégias: a reflexão sobre as práticas desenvolvidas em salas de aula e a análise das propostas didáticas contidas nos materiais do Programa Ler e Escrever.
5ª Atividade :
Coletivamente apresentar as expectativas de aprendizagem para Produção de Texto (OC pág. 38)
a) Em pequenos grupos, destacar as expectativas de produção que falam sobre Reescrita e Modelo
b) socializar e problematizar
Para o Formador : Fazer o acompanhamento nos pequenos grupos
6ª Atividade :
Levantamento dos saberes do grupo ( no grande grupo)
a) Que atividades você propõe para os alunos produzirem textos?
· Reconto X Reescrita
· Texto de memória
· Aluno que não sabe escrever pode produzir textos ?
· Produção de texto a partir de imagens
b) Quais seus procedimentos para ensinar seus alunos a produzir textos? (reescrita)
7ª Atividade :
Análise de três textos
a) Em pequenos grupos, analisar os textos sugeridos e selecionar qual deles pode ser considerado mais adequado para o trabalho com a linguagem que se escreve. Justifique os critérios utilizados
b) Socialização das discussões
Para o Formador : Fazer o acompanhamento nos pequenos grupos
8ª Atividade :
Tarefa :
a) Ler os encaminhamentos da pág. 137 do Guia do 2º ano – volume 2 (roxo)
b) Ler os encaminhamentos das páginas 118 a 122 (atividades 2ª, 2B e 2C) – leitura e análise de um texto pelo professor
c) Realizar a atividade na sua classe fazendo o seu registro reflexivo
Metacognição
a) Conteúdo do encontro
b) Dúvidas que permaneceram
DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO ITAQUERA
DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA
1º ENCONTRO DE FORMAÇÃO
PRODUÇÃO DE TEXTO
DOT-P e Professores
16.03.2009
Objetivos:
Apresentar a proposta de formação da SME - DOT P para 2009
Discutir com os professores critérios para escolha de bons textos que sejam bons modelos para que os alunos se apropriem da linguagem que se escreve
Retomar as expectativas de aprendizagem – Produção escrita – constantes nas Orientações Curriculares Proposição de Expectativas de Aprendizagem
Conteúdos:
Aprendizagem da linguagem que se escreve
Expectativas de aprendizagem
1ª Atividade :
Leitura pelo formador : Invenção da laranja. Fernando Sabino. In: As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro. Objetiva.2007.
2ª Atividade :
a) Apresentação dos formadores e dos participantes
b) Combinados
· Pontualidade
· Assiduidade
· Entrega de tarefas
· Registro dos encontros
· Registro do acompanhamento do trabalho
3ª Atividade :
Levantamento da demanda formativa
Responder, individualmente, a questão :
Que questões você tem sobre as práticas de produção de texto e que gostaria de ver respondidas nesta formação?
Socialização e categorização das questões
4ª Atividade :
a) Proposta de formação:
Módulo de 7 encontros de 3 horas = 21 horas
b) Conteúdos de formação propostos pela SME :
1 – Aprendizagem da linguagem que se escreve
2 – Os procedimentos de escrita e revisão de textos
3 – As intervenções do professor durante as situações de produção e revisão de textos
4 – Análise das propostas didáticas que envolvem a aprendizagem da pontuação.
5 – A natureza da ortografia e as possibilidades de intervenção do professor durante a aprendizagem da norma ortográfica
METODOLOGIA:
A metodologia utilizada visa favorecer a permanente reflexão sobre as práticas de leitura e escrita e a qualidade das situações didáticas que são oferecidas aos alunos. Neste sentido são priorizadas as seguintes estratégias: a reflexão sobre as práticas desenvolvidas em salas de aula e a análise das propostas didáticas contidas nos materiais do Programa Ler e Escrever.
5ª Atividade :
Coletivamente apresentar as expectativas de aprendizagem para Produção de Texto (OC pág. 38)
a) Em pequenos grupos, destacar as expectativas de produção que falam sobre Reescrita e Modelo
b) socializar e problematizar
Para o Formador : Fazer o acompanhamento nos pequenos grupos
6ª Atividade :
Levantamento dos saberes do grupo ( no grande grupo)
a) Que atividades você propõe para os alunos produzirem textos?
· Reconto X Reescrita
· Texto de memória
· Aluno que não sabe escrever pode produzir textos ?
· Produção de texto a partir de imagens
b) Quais seus procedimentos para ensinar seus alunos a produzir textos? (reescrita)
7ª Atividade :
Análise de três textos
a) Em pequenos grupos, analisar os textos sugeridos e selecionar qual deles pode ser considerado mais adequado para o trabalho com a linguagem que se escreve. Justifique os critérios utilizados
b) Socialização das discussões
Para o Formador : Fazer o acompanhamento nos pequenos grupos
8ª Atividade :
Tarefa :
a) Ler os encaminhamentos da pág. 137 do Guia do 2º ano – volume 2 (roxo)
b) Ler os encaminhamentos das páginas 118 a 122 (atividades 2ª, 2B e 2C) – leitura e análise de um texto pelo professor
c) Realizar a atividade na sua classe fazendo o seu registro reflexivo
Metacognição
a) Conteúdo do encontro
b) Dúvidas que permaneceram
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